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Skincare ou procedimento estético? Entenda quando cada um é indicado

Por Elisa Bordignon, esteticista em Ribeirão Preto · · 6 min de leitura

Se você espera que um creme faça o trabalho de um procedimento, este artigo é para você. E se você acha que um procedimento dispensa o skincare, também.

Essa é uma das confusões mais comuns que eu vejo no consultório. De um lado, pessoas investindo em produtos caros e frustradas porque a flacidez não melhora. Do outro, pessoas que fizeram um procedimento e não entendem por que o resultado não durou como esperavam. O segredo não é escolher entre um e outro. É entender quando cada um tem o seu papel.

O que o skincare faz (e faz muito bem)

O skincare é indispensável. Uma rotina bem montada previne, protege e mantém a pele saudável. É ela que cuida da sua pele todos os dias, nos intervalos entre qualquer tratamento.

  • Limpeza: remove oleosidade, poluição e resíduos sem agredir a barreira da pele;
  • Hidratação: mantém a barreira cutânea íntegra, o que reduz sensibilidade e ressecamento;
  • Fotoproteção: o protetor solar é o principal aliado contra manchas e envelhecimento precoce;
  • Ativos específicos: vitamina C, retinoides, niacinamida e ácidos, quando bem indicados, melhoram viço, textura, oleosidade e uniformidade.

Uma rotina adequada também depende de hábitos. Pequenas atitudes do dia a dia, como usar a mesma toalha do banheiro no rosto, tomar banhos muito quentes ou ficar passando a mão no rosto, podem favorecer cravos, espinhas e sensibilidade, mesmo com bons produtos.

Onde o skincare tem limite

Por melhor que seja, um produto de uso em casa age principalmente nas camadas mais superficiais da pele. Ele não repõe estruturas que foram perdidas nem relaxa músculos. Por isso, algumas queixas exigem tratamentos específicos para alcançar resultados reais:

  • Rugas de expressão: são formadas pela contração repetida dos músculos. Nenhum creme relaxa esse músculo, e é aí que entra a toxina botulínica;
  • Perda de volume: com o tempo, o rosto perde gordura e sustentação em algumas regiões. Isso pode ser tratado com preenchimento, quando indicado;
  • Flacidez: está ligada à diminuição de colágeno. Bioestimuladores e outras terapias ajudam a estimular a produção de colágeno de forma mais profunda do que um creme consegue;
  • Rugas profundas e algumas manchas: costumam precisar de peelings ou outros tratamentos realizados no consultório, sempre com a rotina de casa dando suporte.

Quando os procedimentos também não resolvem sozinhos

O caminho contrário também é verdadeiro. Um procedimento feito numa pele sem cuidado entrega menos e dura menos. Uma pele desidratada, sensibilizada ou sem fotoproteção:

  • responde pior aos tratamentos;
  • perde mais rápido o resultado conquistado;
  • fica mais propensa a manchas depois de alguns procedimentos.

Por isso, em qualquer plano de tratamento que eu monto, a rotina de casa faz parte. O procedimento corrige, o skincare mantém.

Minha rotina não funciona. O problema é o produto?

Nem sempre o problema é falta de cuidado. Às vezes, é falta de direção. Se a sua pele continua seca, sensibilizada ou com acne mesmo com uma rotina de skincare, talvez seja hora de reajustar os produtos e entender o que ela realmente precisa.

Alguns sinais de que vale revisar a rotina:

  • você usa muitos ativos ao mesmo tempo e a pele vive irritada;
  • os produtos foram escolhidos por indicação de outra pessoa ou por tendência;
  • a queixa principal não melhora depois de alguns meses de uso consistente;
  • você não usa protetor solar todos os dias.

Então, qual é o melhor caminho?

Quase sempre, os dois juntos, na medida certa para você. De forma resumida:

  • Skincare: base diária de prevenção, proteção e manutenção. Indispensável para todo mundo;
  • Procedimentos: para queixas que o skincare não alcança, como rugas de expressão, perda de volume, flacidez e algumas manchas;
  • Avaliação: para definir o que faz sentido para a sua pele, e em que ordem.

E, principalmente, sem exageros. Mais procedimentos não significam mais resultado. Eu explico mais sobre essa visão em harmonização facial natural.

Avaliação de pele em Ribeirão Preto

O primeiro passo para um cuidado realmente personalizado é a avaliação. Antes de indicar qualquer tratamento facial, eu avalio a sua pele, entendo suas queixas e traço um plano de cuidado pensado para você, que pode incluir ajustes na rotina de casa, procedimentos no consultório ou os dois.

Este conteúdo é informativo e não substitui uma avaliação individual.

Perguntas frequentes

Skincare resolve flacidez?+

Não sozinho. O skincare ajuda a manter a pele saudável e prevenir o envelhecimento, mas a flacidez está ligada à perda de colágeno em camadas mais profundas e costuma exigir tratamentos específicos, como bioestimuladores.

Creme substitui o Botox?+

Não. As rugas de expressão são formadas pela contração dos músculos, e nenhum creme relaxa essa musculatura. Skincare e toxina botulínica têm papéis diferentes e se complementam.

Preciso manter o skincare depois de um procedimento?+

Sim. Uma pele hidratada e protegida do sol responde melhor aos tratamentos e mantém o resultado por mais tempo. O procedimento corrige, o skincare mantém.

Por que minha rotina de skincare não funciona?+

Muitas vezes o problema não é falta de cuidado, e sim de direção: produtos inadequados para o seu tipo de pele, excesso de ativos, falta de protetor solar diário ou hábitos que prejudicam a pele. Uma avaliação ajuda a ajustar a rotina.

Como saber se preciso de um procedimento estético?+

Se a sua queixa é ruga de expressão, perda de volume, flacidez ou manchas que não melhoram com uma rotina consistente, vale fazer uma avaliação para entender se um procedimento é indicado e qual.

Este artigo nasceu de um post no Instagram. Siga @elisaesteta para mais dicas.